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10/10/2008

Meu querido Amigo Poeta.

Meu querido amigo poeta, vá com Deus, se é que Ele necessita te guardar como a nós homens primatas. Este requiem saiu do meu peito entristecido, que ainda não entedende direito o que aconteceu, mas já sente sua falta. Digo-te que poucos me deram tanto quanto você me nestes meses de sincera amizade e reciprocidade. Teus assovios entoam a canção de seu prórpio funeral, aqui dentro de mim. Triste me recordo da sua poesia de vida, sempre serena e profunda, pura e bela, indecifrável aos corrompidos de coração que nada vêm além de sua razão. Muito me ensinastes meu amigo e por isso hoje choro-te no meu coração. 
Mas eis que como a Fênix vez em quando tu resurges das trevas do meu peito para me encher de esperança e vida simples, como foi a sua. Eras sábio nobre passarinho, mais do que muitos heróis da minha raça, deixo-te no mais alto altar dentro de mim, reservado apenas aos amigos. Sei que falo comigo mesmo neste desabafo mas, se pudesses me ouvir e enteder minhas palavras, era isso que queria te falar. Tua fragilidade pôs abaixo minhas muralhas e agora fico a chorar tua morte, sem receios porém de que sentes minha falta também, sem o lodo de minhas muralhas destruídas a cada assovio teu, a cada gesto de amor inocente, sem vergonha, que insistentemente me conclamava a sair debaixo dos escombros e permitir-te em mim.       
Alegro-me em ti amigo e assim sempre será, obrigado por em mim existir. Obrigado Deus por tanto me ensinar com um ser tão pequeno e frágil como meu amigo poeta, que já não jaz neste mundo, amém.                  

3 comentários:

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

Poeta, grande poeta, pequeno talvez! Bom...
Cheguei a conhecer poeta, mas não tão a fundo. Não me clamou uma poesia, não cantou uma canção, talvez ele não teve afinidade, ou liberdade para realizar estes feitos. Porém o carreguei no meu ombro durante alguns segundos, foi estranho no começo, mas depois se torna agradável, engraçado e generosa da parte dele. Nobre pássaro.
O interessante, é a amizade, companheirismo, hospitalidade, generosidade e mansidão de tal pássaro, talvez muito pequeno e sem palavras, mas a amizade gerada entre os dois seres de raças distintas, foi uma das maiores existidas entre os seres criados por Deus. Com muita simplicidade e de pequenos feitos, se tornou grande, onde a humildade e clareza foram alicerces para trazer momentos de felicidade.
Que Deus possa guiar este pássaro, para dentro de seu santuário onde ele possa libertar as vozes em que seu peito guardou por muito tempo...

Anônimo disse...

Nossa, q saco! não gostei mesmo dessa notícia :/
Mas ficarão sem dúvida os bons momentos e risadas com ele, q devem ser muitos né Dudu! E só por isto já é um grande presente!!

Parabéns Dudu, tá tudo lindo! :)